quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Insaciável

Ele me parecia diferente. Cabelos cacheados, olhar inocente e voz sedutora. O corpo já não era o mesmo, a força havia dado lugar a fraqueza. Os traços do rosto de menino agora riscavam a seriedade de homem. Ele me parecia diferente. Ele havia crescido, mas a inocência pela qual eu havia me apaixonado ainda estava lá, naquele sorriso encantador.
A voz havia mudado. De fato ele me parecia diferente. Agora ele era um homem enquanto eu parara no tempo. Ainda sou aquela menina apaixonada pelo primeiro amor e que ainda guarda todas as sensações do mundo no coração. Talvez seja assim amar. De fato ele parecia diferente, mas nosso amor continuava o mesmo. Insaciável.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"Três pessoas podem manter um segredo, se duas delas estiverem mortas"


Os ouvidos começam a se coçar ao sentir palavras adocicadas e perigosas penetrarem em si. E se levarmos a sério a teoria de Benjamim Franklin quanto aos que conseguem guardá-los, esses ouvidos devem estar de baixo da terra sendo comidos por bichinhos nojentos.
A primeira vez que se passa a ser confidente daquela pessoa que você mais ama na vida, não importa que você esteja no meio de milhares de outras pessoas que falam sobre algo que tem a ver com o que você sabe, você por respeito vai ficar de boca fechada, até podendo suar frio para que sua confiança seja mantida integra.Ás vezes sem nos darmos conta nossos lábios se entregam ao pecado de contar tudo o que sabem, deixando a torcida do flamengo informaderríma daquele ato vergonhoso que alguém cometeu. Claro que só perceberemos o estrago que fizemos alguns milésimos de segundos depois que provavelmente uma risada grotesca for dada, ou quando um sonoro “oh” foi dialogado por centenas de pessoas ao mesmo tempo parecendo um coral mal feito.
Na grande maioria das vezes temos de entender que se quisermos que absolutamente ninguém saiba de algo sobre nós, devemos ter a decência de perceber que nem mesmo aquela maravilhosa-amiga-eterna deve ficar sabendo do que estamos guardando lá no fundo do coração abaixo de alguns litros de sangue. Contar o que nos compromete e nos deixa envergonhado deve ser um ato de plena ciência de que um dia isso vai vir à tona, seja isso amanhã ou a daqui a meia hora.
Ter algo em nós que não nos pertence como o bendito segredo é algo que nos foge o cabo de ter de cuidar bem, já que basta muito ter de cuidar dos nossos próprios segredos íntimos e irreveláveis que nunca saírão boca a fora se tivermos um pingo de juízo, deixando nossa consciência favorável a um bom estado já que não teremos de nos preocupar se estaremos sendo julgadas por algo que fizemos quando deixam por escapar o que tanto alertamos que mais ninguém deveria ficar sabendo.
Já ouviu aquela frase: “Você tem vida? Então cuida da sua” ?, ela deve ser empregada ao segredo mudando assim seu sentido, deixando claro o seguinte: “ Você tem segredo? Então cuida do seu”.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia das crianças...

Dia das crianças...

O que representa o dia das crianças? Mais um dia para se ganhar presentes? Aliás, alguns, não é?
Pois uns ao relento estão, sem tento, sem alimentação, sem o básico para se viver dignamente.
Vive miseravelmente, em condições deploráveis. "Feliz dia das crianças", a criança das ruas ouve. Mas não é pra ele, não é. É para um menino de cabelos loiros e roupas impecavelmente lindas e limpas. Ele está saindo de uma loja, provavelmente com sua mãe e seu pai. Filho único, unicamente mimado, mas pouco amado. A vendedora disse "Feliz dia das crianças", o loirinho saiu, um sorriso meio amarelo, sem muito entusiasmo. "Feliz? Só se for pelo fato de ganhar esse brinquedo, mas logo essa felicidade passa..."

O menino de rua, olhando o lindo embrulho que o outro carregava, sentiu um nó se fazer em sua garganta.
"Por que era pobre, por que vivia em condições tão miseráveis?", essas e tantas outras perguntas davam voltas e voltas na cabeça do pequeno.
A mãe do menino, que também esmolava, o acarinhou a cabeça e disse:
- Não fique triste, meu filho. Não fique triste... Ficaria muito feliz se eu pudesse comprar pra você um presente, mas eu não tenho condições, mal temos comida pra comer. Me perdoe, meu filho... me dói ver você assim...
- Ah, mãe... eu queria muito mesmo um brinquedo hoje, mas eu sei que a senhora não pode. Pelo menos eu tenho você, mãe. Você e os meus irmãos...
- Isso mesmo, filho. Me enche de alegria você entender a nossa situação e não se revoltar contra mim e o mundo.

O menino rico chega em casa. E que casa!
Os pais resolvem jantar fora, mas não levam o menino, pois querem aproveitar o feriado de forma romântica. Esqueci de lhes dizer que são pais nada exemplares. Pensam que educar é ter babá, pagar colégio caríssimo para o filho e dar-lhes muitos presentes valiosos. O menino só quer atenção, só quer amor, só quer compreensão. Pobre criança, aliás, rica, mas pobre criança... todos os seus amiguinhos, ou parte deles, têm pais amáveis e que passam mais tempo com eles. Pais que brincam de carrinho sempre quando podem com seus filhos, mães que brincam de casinha sempre que têm um tempo livre. Pais que interagem com os filhos, crianças que se sentem amadas, de verdade. Crianças que têm motivos para sorrir e ser feliz.
Do outro lado da cidade, na parte periférica, o menino pobre, tentando driblar o frio e a fome, abraçava seus irmãos e a mãe. Ele, no ímpeto, pensou "Deus, se eu pudesse ter uma casa, comida, toda essa coisa de gente chique, eu ficaria muito, muito feliz. Mas, Deus, eu sei que as coisas vão melhorar, sei que o Senhor vai me ajudar. Minha mãe é uma mulher boa, batalhadora, cuida da gente da melhor forma que pode. E, olha, Deus, vou ajudá-la da melhor maneira que eu puder, prometo!"
Depois disso, caiu num sono, sonhou com o menino loiro, chorando num canto de seu quarto cheio de brinquedos.
Ele dizia "Ei, menino, você não é pobre não. Eu sou mais pobre do que você, sabia? Meus pais não pensam em mim, não gostam de mim, vivem pros seus trabalhos, preocupados com eles mesmos.
A babá é quem cuida de mim, que é minha mãe, meu pai e tudo pra mim, mas sinto que ela não faz por me amar, por gostar de mim. Faz porque sabe que ganhará o salário no final do mês.
Olha, você pelo menos tem uma mãe que cuida de você e gosta de você.
Se eu pudesse, traria vocês pra morar aqui em casa. Você e sua família.
Assim eu teria uma mãe de verdade, vários irmãos e a gente seria feliz."



A união, a base, o amor e a dedicação dos pais constroem os seus filhos, os formam de alguma forma.

A fase de criança...
Ah, é a fase que tem que ser a mais gostosa e mais despreocupada da vida.
Criança quer brincar, quer aprender, quer se sentir querida, quer respeito, quer atenção, quer educação, quer ser criança.

E vocês, caros leitores, como foram suas infâncias?
Ainda sentem que têm espíritos infantis em vocês?
Espero, do fundo do coração, que sim.
Não deixe a criança em vocês morrerem.
Que a inocência e a vontade de aprender, de se surpreender com os pequenos detalhes da vida nunca se percam por completo.

Feliz dia das crianças, de verdade!

(Erica Ferro)

domingo, 11 de outubro de 2009

My little Dreams...


Sonhos...Todos temos....Alguns bons, alguns ruins....
Alguns sendo realizados, outros que até hoje esperamos serem realizados...
Pesadelos que nos atormentam...
Sonhos que nos fazem suspirar quando acordamos...
Natural do ser humano ser assim...
Natural sonharmos, idealizarmos algo que queremos muito....
E também natural irmos atrás daquilo que queremos, lutar por aquilo e fazer com que nossos sonhos se tornem reais!

sábado, 10 de outubro de 2009

O Amor e a Loucura

"...No início dos tempos, reuniram-se todos os sentimentos e qualidades dos Homens num determinado lugar da Terra.
Quando o Aborrecimento já se queixava pela terceira vez, a Loucura, como sempre tão louca, propôs-lhes:
- Vamos brincar às escondidas?
A Intriga levantou a sobrancelha intrigada, e a Curiosidade, sem poder conter-se, perguntou:
- Escondidas? Como é isso?
- É um jogo, explicou a Loucura, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão, enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro que encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
O Entusiasmo dançou, seguido pela Euforia. A Alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a Dúvida e até mesmo a Apatia.
Mas nem todos quiseram participar, a Verdade preferiu não se esconder...Para quê? Se no final todos a encontravam?
A Soberba opinou que era um jogo muito tonto (no fundo, o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela), e a Cobardia preferiu nem se arriscar.
- Um, dois, três, quatro... - começou a Loucura a contar.
A primeira a esconder-se foi a Pressa, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A Fé subiu ao céu e a Inveja escondeu-se atrás da sombra do Triunfo, que com o seu próprio esforço tinha conseguido subir para a copa da mais alta árvore.
A Generosidade, quase não conseguia esconder-se, pois cada local que encontrava, parecia-lhe maravilhoso para alguns de seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a Beleza. Se era uma árvore viçosa, ideal para a Timidez se esconder na sua copa, se era o voo de uma borboleta ou uma rajada de vento, magnífico para a Liberdade.
E assim acabou por se esconder num raio de sol.
O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado e cómodo, mas apenas para ele.
A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade escondeu-se atrás do arco-íris) e a Paixão e o Desejo, no centro dos vulcões.
O Esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando a loucura estava lá pelos 999 999, o Amor ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois estavam já todos ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
- "UM MILHÃO" - contou a Loucura e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra.
O Egoísmo, nem teve que o procurar! Ele saiu disparado sozinho do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, à procura dos outros, a Loucura sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago, descobriu a Beleza.
A Dúvida foi mais fácil ainda pois encontrou-a sentada sobre uma muro, sem decidir de que lado se esconder. E assim foi encontrando todos.
O Talento entre a erva fresca, a Angústia, numa cova escura, a Mentira atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o Esquecimento, de que já havia esquecido que estava a brincar às escondidas.
Apenas o Amor não aparecia em local nenhum...
A Loucura procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas!
Quando estava a ponto de se dar por vencida, encontrou um roseiral, pegou numa forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, ouviu um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o Amor nos olhos. A Loucura não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, chorou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser o seu guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou às escondidas na Terra, o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha..."
(Autor desconhecido)
***

Peço muitas muitas desculpas por estas duas semanas que não postei, mas tudo isso se deveu à falta de internet...
Mas adiante, postei este texto pois achei tão lindo *.*, não acharam ;D?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sem sentido

A medida que o tempo passa a gente percebe que o amor, vai ser sempre o amor, que os amigos vão ser sempre os amigos e que a vida vai ser sempre a vida. Quantas vezes eu antes de dormir eu deitava na cama e só pensava. Aposto que boa parte de voces leitores desse blog antes de dormir pensam nos erros que cometeram, nas infelicidades da vida, nas felicidades da vida. Alguns de voces imagino muitas vezes apenas sorri outros apenas choram. Mas no final de tudo a vida sempre será a vida com todos seus pontos positivos e negativos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Despoluição do Tietê


Mesmo sendo um dos maiores rios de São Paulo, o rio Tietê sobre agreções diariamente quando litros e litros de esgoto escorrem para o eu fundo poluindo mais do que se deve. Há anos que isso aconetece e muitas pessoas nem mais ligam para o que vêm e sentem ao passar ao seu lado todos os dias atravessando São Paulo.Mas poucas pessoas sabem que há um projeto em andamento para que haja despoluição do que já foi um rio 'habitavel' para meios marinhos. Em 1992, foi criado pela Companhia de Saneamento Basico do Estado de São Paulo o Projeto Tietê.Até 2000 foram construidos três estações de tratamento de esgoto, que desviou o esgoto que seria despejado no Tietê, deixando com que 80% do lixo da região fosse tratado. Hoje 84% do lixo é coletado e 70% dele é tratado.Infelizmente não há previsão de que a seja tratado 100% de todod o lixo coletado, pois há inumeras ligações de esgoto clandestinas que levam o lixo até o Tietê, por isso "é impossível prever se será possível ver peixes na parte do Tietê que corta a cidade de São Paulo".O único exemplo que temos de um projeto similar é o Rio Sena em Paris que levou 71 anos para se despoluir, ainda que não fosse 100%.Talvez um dia quando estivermos usando bengala possamos ver aquele rio quase limpo, decadas atras ele era um rio magnifico que acabou sendo desprezado pela aglomeração de pessas a sua voltam que transformariam São Paulo no que é hoje.

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É apenas um texto que escrevi a base de informações meio antigas.
Meio sem inspiração, então saiu isso.
Espero que gostem de deixem opiniões sinceras.
Finalmente entrei na onda de ambientalista!